Saúde

Dia Mundial da Alergia: saiba quais os alérgenos mais comuns e como diagnosticá-los

07 de Julho de 2023 -Redação Cabula agora
[Dia Mundial da Alergia: saiba quais os alérgenos mais comuns e como diagnosticá-los]

Relativamente comuns, as alergias atingem cerca de 35% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

FOTO:Divulgação

A reação alérgica acontece quando os anticorpos se comportam de maneira desproporcional ao contato com alguma substância, gerando sintomas no corpo humano. Dentre os mais comuns, estão espirros, olhos lacrimejantes, coriza, tosse e coceira.

Porém, alguns níveis de alergia - a depender da substância e do grau de exposição - podem causar problemas mais sérios, como erupções cutâneas, vômitos, taquicardia e dificuldade para respirar. Por isso, é importante falar sobre prevenção, diagnóstico e tratamento, um dos objetivos do Dia Mundial da Alergia, celebrado neste sábado, 8.

"Existem vários fatores que podem desencadear uma alergia. Podemos dividir em alergias alimentares, incluindo lactose, frutos do mar e corantes, mas também outros alérgenos, como ácaros da poeira doméstica, pólens, proteínas de alimentos e princípios ativos em medicamentos, por exemplo. Todos esses casos, diagnosticáveis por exames laboratoriais", explica a biomédica e assessora científica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Gabriele Mesquita.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), as alergias mais comuns são a rinite alérgica e a asma, seguidas de alergias alimentares. Em qualquer caso, a história clínica do paciente é essencial para identificar se há a presença de alergias. Observa-se, por exemplo, as condições ambientais: residência, trabalho, contato com animais etc., e antecedentes familiares, já que há predisposição genética para filhos de alérgicos.

"Para auxiliar o médico no diagnóstico de alergias, podem ser realizados dois exames: o IGE Total, que identifica se há altas taxas de antígeno no sangue, um indicativo de que há um processo alérgico a algum elemento (sem defini-lo), e o IGE Específico, que testa a presença de antígenos específicos, buscando analisar qual substância está gerando a alergia. O resultado sai em cerca de quatro dias úteis", afirma a especialista.

Gabriele pontua que “o nosso painel 'ISAC' avalia 112 alérgenos a partir de uma coleta de sangue. Dentre os principais, estão: proteínas do leite, camarão, nozes, amendoim, trigo, pólens, animais, fungos, ácaros, baratas e alguns toxinas de insetos, como os que as abelhas inoculam com o ferrão nas pessoas. O resultado leva, em média, 17 dias úteis para ficar pronto”.

Existem ainda testes que observam a reação de pacientes ao serem expostos a substâncias. Um é o de contato de pele e o outro é o de provocação, normalmente mais utilizado para alergias alimentares. Devendo ambos os testes serem feitos por profissionais e em ambientes controlados, como hospitais.

Cuidados

Com o resultado dos exames em mãos, é possível saber exatamente qual o alérgeno causador de reações. Desta forma, o principal aspecto da prevenção passa a ser o de evitar o contato com o elemento. Já o tratamento é voltado para medidas que podem amenizar os sintomas, o que pode incluir uso de medicação, a depender de indicação médica.

“É fundamental que o paciente tenha acompanhamento médico desde o início, até mesmo para que haja a orientação correta para o diagnóstico e tratamento. É comum que um médico alergista faça esse atendimento, mas posteriormente, com o alérgeno identificado, pode incluir também pneumologistas e dermatologistas”, explica a biomédica.

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