Saúde

Fibromialgia: pacientes enfrentam dor crônica, preconceito e luta por direitos em Salvador

13 de Maio de 2026 -Redação Cabula agora
[Fibromialgia: pacientes enfrentam dor crônica, preconceito e luta por direitos em Salvador]

Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Celebrado em 12 de maio, o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia chama atenção para uma condição que afeta milhares de brasileiros e ainda enfrenta desinformação, preconceito e dificuldades no acesso a direitos e tratamentos.
Sem cura e marcada por dores constantes, fadiga e impactos emocionais, a fibromialgia altera significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Em Salvador, a discussão sobre a doença tem ganhado força por meio da atuação de associações, movimentos sociais e iniciativas públicas voltadas à conscientização.
Em entrevista ao Bahia Notícias, Silvia Ribeiro, fundadora e presidente da Associação de Pessoas com Fibromialgia de Salvador (AFIBS), relatou os desafios enfrentados desde o surgimento dos sintomas até o diagnóstico da doença.
Diagnosticada desde 2015, Silvia conta que enfrentou anos de sofrimento até conseguir identificar o problema. Segundo ela, a falta de preparo de parte dos profissionais de saúde e o desconhecimento sobre a condição dificultaram ainda mais o processo.
“Passei muitos anos convivendo com dores intensas sem respostas. Foi um período muito doloroso física e emocionalmente”, relatou.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia atinge entre 2,5% e 3% da população brasileira, sendo predominante entre mulheres. A doença não provoca deformidades, mas compromete diretamente a qualidade de vida dos pacientes, podendo desencadear ansiedade, depressão e outras questões psicológicas.
Silvia explica que as limitações provocadas pela doença impactam tarefas simples do cotidiano e também a vida profissional dos pacientes.
“Muitas pessoas deixam o mercado de trabalho porque não conseguem manter a mesma rotina. A dor e o cansaço são incapacitantes em muitos casos”, afirmou.
Um dos avanços recentes para os pacientes foi a Lei 15.176/2025, que reconhece pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência (PcD), mediante avaliação multidisciplinar. A legislação possibilita acesso a direitos previdenciários, cotas e benefícios sociais.
Além do acolhimento às famílias e pacientes, a AFIBS também realiza campanhas educativas e ações de conscientização em Salvador. Nos dias 14 e 15 de maio, a associação promoverá uma mobilização na Estação Rodoviária do Metrô, oferecendo atendimentos e orientações nas áreas psicológica, jurídica e nutricional.
No âmbito político, vereadores da Câmara Municipal de Salvador também vêm debatendo o tema por meio de projetos voltados à ampliação do acesso ao tratamento e à garantia de direitos para pessoas diagnosticadas com fibromialgia.

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