Saúde

Quedas e queimaduras lideram internações de crianças e adolescentes por acidentes no Brasil

01 de Setembro de 2026 -Redação Cabula agora
[Quedas e queimaduras lideram internações de crianças e adolescentes por acidentes no Brasil]

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Quedas e queimaduras foram as principais causas de internação por acidentes entre crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2025. Juntas, essas ocorrências responderam por mais de 80 mil hospitalizações.
Foram registradas mais de 55 mil internações provocadas por quedas, o equivalente a 43,4% dos casos analisados. As queimaduras aparecem em seguida, com mais de 25 mil registros e participação de 19,6% no total.
As informações foram organizadas pelo Projeto Criança Segura, iniciativa da ONG Aldeias Infantis SOS, com base nos registros disponibilizados pelo DataSUS, sistema que reúne dados da área da saúde em todo o país.
Em 2025, o Brasil contabilizou mais de 1,6 milhão de internações por acidentes considerando todas as faixas etárias. Crianças e adolescentes de até 14 anos responderam por 162 mil hospitalizações, representando 9,7% do total.
Desse grupo, 128,5 mil ocorrências, equivalentes a 79,3%, foram analisadas pelo Projeto Criança Segura.
Em média, 10,7 mil crianças e adolescentes foram hospitalizados por acidentes a cada mês. Em números absolutos, São Paulo concentrou a maior quantidade de casos, com 19.837 internações, seguido por Minas Gerais, com 12.183, e Paraná, com 10.708.
Os menores números foram registrados no Amapá, com 468 ocorrências; em Roraima, com 543; e em Sergipe, com 297 internações.
Taxas mudam quando considerada a população
Quando os números são calculados proporcionalmente à quantidade de habitantes, o cenário apresenta diferenças. O Pará registrou a maior taxa, com 120 internações a cada 100 mil habitantes.
Na sequência aparecem Tocantins, com 113 hospitalizações, e Maranhão, com 102 casos a cada 100 mil habitantes.
As menores taxas foram observadas no Rio de Janeiro, com 43 internações a cada 100 mil habitantes; no Rio Grande do Norte, com 39; e em Sergipe, com 13.
O relatório alerta que quedas, queimaduras, acidentes de trânsito, intoxicações, sufocações e afogamentos continuam entre as principais causas de hospitalização infantil no Brasil.
Acidentes de trânsito ocupam terceira posição
Os acidentes de trânsito ficaram em terceiro lugar, com aproximadamente 12,6 mil internações, representando 9,9% das ocorrências. Metade dos casos envolveu crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, enquanto 32,3% atingiram a faixa de 5 a 9 anos.
As intoxicações provocaram cerca de 4,2 mil hospitalizações. As crianças entre 1 e 4 anos concentraram 37,7% desses casos, enquanto aquelas entre 5 e 9 anos responderam por 31,2%.
Também foram contabilizados 644 casos de sufocação, 261 afogamentos e 70 acidentes envolvendo armas de fogo.
Nas ocorrências de sufocação, as crianças de 1 a 4 anos representaram 49,1% das vítimas. Essa mesma faixa etária concentrou 71,6% das internações por afogamento.
O levantamento estima que mais de 90% dos acidentes envolvendo crianças podem ser evitados. Campanhas educativas, ambientes mais seguros e uma supervisão atenta dos responsáveis são apontados como medidas fundamentais para reduzir os casos.
O uso excessivo do celular por cuidadores também aparece como um possível fator de desatenção, aumentando o risco de ocorrências dentro e fora de casa.

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